Unção dos Enfermos: quando receber o sacramento e o que ele significa
Após o anúncio de cirurgia do Papa Leão XIV, explicamos quando a Igreja celebra a Unção dos Enfermos, quem pode recebê-la e por que ela não é reservada aos últimos momentos da vida.

Em 11 de outubro de 2026, ao anunciar que fará uma cirurgia nos próximos dias, o Papa Leão XIV agradeceu a proximidade espiritual e confiou-se às orações dos fiéis. O episódio oferece ocasião para esclarecer uma pergunta que pode surgir nas famílias diante da doença: o que é a Unção dos Enfermos e quando é oportuno pedi-la? O Papa não informou que receberá este sacramento. A Lume já reuniu o que foi confirmado sobre o anúncio da cirurgia.
Um sacramento de cura, não apenas para a hora da morte
A Unção dos Enfermos é um dos sacramentos de cura da Igreja Católica. Por meio dela, a comunidade cristã encomenda a pessoa doente a Cristo e reza por ela. O Catecismo explica que a Igreja continua a missão de cuidado de Jesus tanto pela atenção aos enfermos quanto pela oração.
A Unção não é reservada a quem está nos últimos instantes de vida. O Catecismo ensina que o momento oportuno chega quando o fiel começa a estar em perigo de morte por causa de uma doença ou da fragilidade da velhice. Se a doença se agravar, ou surgir outra enfermidade grave, o sacramento pode ser recebido novamente.
Quem pode ministrar e quando pedir
Somente bispos e presbíteros podem administrar a Unção dos Enfermos. O sacramento pode ser celebrado na igreja, em casa ou no hospital, conforme as circunstâncias. Quando alguém está gravemente doente, a família pode conversar com um sacerdote e pedir orientação sem esperar que a situação chegue a uma emergência.
O Catecismo também considera conveniente receber a Unção antes de uma operação cirúrgica importante. Isso não significa que toda cirurgia seja automaticamente uma indicação: se houver dúvida, o fiel e a família podem conversar com um sacerdote sobre a situação concreta.
O que a Unção oferece
A graça deste sacramento traz conforto, paz e coragem para atravessar a doença ou a fragilidade da velhice. Também une o enfermo à paixão de Cristo e pode incluir o perdão dos pecados quando a pessoa não pôde recebê-lo pela Reconciliação.
A Igreja pede também pela recuperação da saúde, quando isso contribui para o bem espiritual do doente. Por isso, a Unção não é uma promessa de cura física nem um anúncio de que a morte é iminente. É um sacramento de cuidado e esperança, celebrado com oração e acompanhado pela comunidade.
Como a família pode acompanhar
Além de procurar um sacerdote, familiares e amigos podem estar presentes, rezar com a pessoa e oferecer ajuda concreta. O Catecismo lembra que toda a comunidade é chamada a cercar os enfermos de oração e atenção fraterna.
A doença pode trazer medo e dúvidas sobre a fé. Conhecer o sentido da Unção ajuda a pedir o sacramento no momento adequado, sem confundi-lo com um rito exclusivo para os últimos minutos de vida.


