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IGREJA NO MUNDO

Cristãos no Oriente Médio: por que o Papa quer que os jovens fiquem

Ao receber os bispos greco-melquitas, Leão XIV anunciou bolsas de estudo para jovens cristãos da Síria, do Líbano e do Iraque. Conheça essas comunidades antigas.

Redação LumePublicado em 5 min de leitura

Neste 10 de outubro, o Papa Leão XIV recebeu no Vaticano os bispos do Sínodo da Igreja Greco-Melquita de Antioquia. No encontro, pediu que a Igreja seja testemunha de reconciliação e paz em terras marcadas por conflitos e anunciou uma medida concreta: a Santa Sé vai conceder bolsas de estudo para que crianças e jovens cristãos de famílias necessitadas na Síria, no Líbano e no Iraque possam frequentar escolas e universidades católicas.

O objetivo, segundo o Papa, é ajudar as famílias cristãs a permanecerem no Oriente Médio — e manter viva uma presença que existe ali desde os tempos dos apóstolos.

Quem são os greco-melquitas

Muitos católicos brasileiros não sabem, mas a Igreja Católica não é formada apenas pelo rito latino, o mais comum entre nós. Ela reúne também Igrejas Orientais, com liturgias, tradições e hierarquias próprias, em plena comunhão com o Papa.

A Igreja Greco-Melquita é uma delas. Segue a tradição litúrgica bizantina, tem sede patriarcal em Damasco, na Síria, e está presente sobretudo na Síria, no Líbano, na Terra Santa, na Jordânia, no Egito e no Iraque — além de comunidades espalhadas pelo mundo por causa da emigração, inclusive no Brasil.

Uma presença que corre o risco de desaparecer

Antioquia, que dá nome ao patriarcado, é a cidade onde, segundo os Atos dos Apóstolos, os discípulos de Jesus foram chamados pela primeira vez de "cristãos". Por quase dois mil anos, comunidades cristãs viveram no Oriente Médio.

Nas últimas décadas, guerras, extremismo religioso e crises econômicas levaram muitas famílias a emigrar. Quando os jovens partem em busca de estudo e trabalho, as comunidades envelhecem e se esvaziam. Por isso a aposta do Papa na educação: oferecer aos jovens um futuro na própria terra é uma forma concreta de manter viva a presença cristã.

No discurso, Leão XIV também lembrou aos bispos que a autoridade na Igreja é serviço, e não busca de poder ou sucesso pessoal.

O que podemos fazer daqui

  • Rezar pelos cristãos do Oriente Médio, especialmente neste mês do Rosário, em que o Papa pede orações pela paz.
  • Conhecer as Igrejas Orientais presentes no Brasil, como as comunidades melquitas e maronitas.
  • Apoiar organizações que ajudam cristãos perseguidos, como a Ajuda à Igreja que Sofre.

Fontes

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